17.7.09

E-PORTEFÓLIO


E-PORTEFÓLIO




Conteúdo do e-portefólio:
Comentário e reflexão pessoal sobre cada uma das actividades realizadas ao longo do semestre, acompanhada da selecção de duas intervenções (próprias ou dos colegas) consideradas relevantes e feitas no respectivo fórum de discussão; fundamentação da escolha efectuada.
Análise e reflexão final pessoal sobre o percurso realizado na Unidade Curricular.

Reflexão Final

Chegado ao final deste percurso não quero deixar de agradecer a todos os colegas que, de uma forma ou de outra, contribuiram activamente para o conhecimento que aqui foi sendo construído ao longo deste semestre e para o o ambiente muito agradável em que este decorreu.
Pessoalmente esta UC contribui profundamente para a minha formação, quer pessoal quer profissional, alargando os meus conhecimentos e obrigando-me a reflectir sobre a necessidade de as novas tecnologias, fazendo parte integrante da realidade dos nossos alunos, terem de passar a fazer parte integrante da nossa prática pedagógica, devidamente integradas e alicerçadas no conhecimento das suas potencialidades educativas e do uso informal que os nossos alunos delas fazem.
Assim, com a primeira actividade, fiquei a conhecer melhor a forma de pensar, de agir, de se relacionar e, de alguma maneira, de aprender dos nativos digitais de Prensky (2001).
Nos textos analisados na segunda actividade, reflectimos sobre a construção da identidade social na adolescência, caracterizada por uma construção eminentemente desenvolvida em ambiente virtual e por isso com características particulares de relacionamento, procura de aceitação e de forte interacção entre pares. As possibilidades deste mundo virtual em experenciar diversas identidades, escudadas no anonimato dos "nicknames" e/ou dos avatares leva mesmo alguns autores a referir o sec.XXI como o século do distúrbio de identidades (Ookita e Tokuda, 2001) dada a dificuldade em separar a identidade real da identidade assumida no espaço virtual.
Com as actividades sobre a construção da identidade social e a análise dos sites, reflectimos em torno da forma como as novas tecnologias proporcionam aos jovens espaços de partilha, de interacção e de construção e de que forma é que nelas podemos reconhecer marcas identitárias dessa construção.

Reflexão_Análise da Identidade em Sites Sociais

Esta actividade veio complementar a actividade anterior para além de nos familiarizar com o uso de uma ferramenta muito usada, em educação e em muitas outras áreas, como são as grelhas de análise.
Foi muito interessante e profícua a discussão e a reflexão gerada no seio do grupo de trabalho relativamente à organização e definição dos parâmetros a contemplar na grelha por forma a rentabilizar e facilitar a escolha e interpretação dos dados recolhidos.
Os resultados obtidos, embora o universo de sites analisados fosse muito reduzido, permitiu-nos verificar a existência das marcas identitárias referidas pelos autores dos textos analisados anteriormente.
A escolha dos comentários prendeu-se com a qualidade da síntese apresentada pelo Paulo e também com factor que considero ser a marca desta geração digital que é a facilidade com que, pelo menos em contexto virtual, exprimem os seus afectos e partilham as suas produções.

Comentário_4.2

Olá colegas,
queria deixar aqui uma nota final sobre a importância do que temos estado aqui a fazer. No fundo, em todos os trabalhos de grupo foram encontradas marcas identitárias da adolescência nos sites de redes sociais analisados. Mas uma vertente que também foi aflorada nos trabalhos foi a das causas da expressão dos jovens nos sites sociais.Uma barreira que creio foi ultrapassada por nós foi a referida por Stern (2008): "pelo menos uma parte da desorientação sobre a expressão online dos jovens deriva do facto de ser dada uma atenção pública desproporcionada ao que os adolescentes revelam e produzem online, como palavras, textos, imagens e sons que podem ser observados no ecran. No entanto, é dada pouca atenção à compreensão das causas que levam os jovens a expressarem-se desta forma ou de como as suas experiências criativas têm significado para eles."Stern revela inclusivamente que "muitas das críticas 'sábias' ('scholarly') da expressão dos jovens nestes sites têm sido baseadas nas impressões e análises dos adultos sobre os sites e os textos que aí observam". "(...) inevitavelmente perdemos uma componente essencial quando permitimos que a nossa compreensão da produção cultural (no sentido lato do termo) dos jovens seja construída apenas" a partir do ponto de vista dos nossos valores standards de avaliação.Assim, seria interessante a reflexão sobre porque muitos jovens do sexo masculino utilizam algumas vezes linguagem mais agressiva, ou frases do tipo "eu sou assim, quem não gostar que...", exprimindo opiniões de indiferença sobre a opinião dos outros, mas permanecendo na rede, e aceitando e/ou procurando amigos. É interessante concluir que o facto de os sites (perfis ou fotos) serem muito comentados está relacionado com a aceitação social e reflecte preocupações com autenticidade (como refere Stern) e com a necessidade de se saber que os sentimentos, opiniões ou emoções são compreendidos e partilhados.
[] Paulo
Paulo Azevedo - Domingo, 14 Junho 2009, 18:02

Comentário_4.1

Olá a todos,

Depois de cuidada leitura dos trabalhos apresentados por todos os grupos cabe-me dizer que todos procuraram responder ao desafio lançado e o conseguiram. As grelhas apresentadas são claras e as inferências que permitem estabelecer estão explícitas nas conclusões retiradas por cada um dos grupos.
Relativamente às reflexões/comentários do Rui, da Paula e do Paulo, volto a frisar a minha preocupação, reforçada após estas análises, ao verificar que os jovens afastam completamente os adultos destes espaços de partilha, como facilmente se depreende dos resultados das análises feitas pelos diferentes grupos e também do aparente insucesso do professor Paulo () em granjear amigos no Hi5, mesmo considerando que se tratam de alunos seus.
Outro facto para mim preocupante é a quase total ausência de confronto de ideias entre amigos, os comentários críticas não vão além do diz que disse e do relato de situações e ou acontecimentos do dia-a-dia, onde a tentativa de agradar ao “outro” é bastante notória.
No entanto, uma marca desta geração é a aparente facilidade com que exprimem os seus afectos não se coibindo de os expor aos seus amigos. E este é um ponto que eu considero bastante positivo e facilitador do “crescimento”.

[] Filomena

Mª Filomena Grazina - Quarta, 10 Junho 2009, 18:14

Momentos de Descontração após uma sessão de trabalho

Anemolif aka Filomena, Nalemi aka Milena, Oluap aka Paulo e Rita aka Margarida

Estes momentos, registados pelo Paulo, mostram bem o espirito de entreajuda e camaradagem que neste grupo se desenvolveu. A todos o meu muito obrigada!

Trabalho do Grupo Heavy Metal

Mds Act4 - Grupo Heavy_metal

Apresentação da Actividade_Análise da Identidade em Sites Sociais


ANÁLISE DA IDENTIDADE EM SITES SOCIAIS


Grelha de Análise de Sites Sociais




Objectivo: Identificar as marcas identitárias da adolescência em sites sociais de jovens.
Competências: Construção de uma grelha de análise de marcas identitárias em sites sociais de jovens. Análise de um site social de jovens, tendo por base a grelha construída.
O que fazer?
1º) Constituição livre de grupos (4 elementos);
2º) Construção da grelha de análise de sites sociais de jovens e escolha do site a analisar (Hi5, Facebook, MySpace, entre outros);
3º) Testagem por cada grupo da grelha definida, no site proposto para análise e elaboração de um pequeno texto de conclusões (1/2 páginas) no Fórum 4, até ao dia 31 de Maio;
4º) Discussão conjunta no Fórum 4 das análises realizadas, entre os dias 01 e 12 de Junho.


Recursos de Aprendizagem
- Todos os textos dos Temas 2 e 3.

Reflexão_ Media Digitais e Construção da Identidade Social

Esta actividade revestiu-se de grande interesse pois, primeiro com o trabalho desenvolvido ao nível do grupo e depois da discussão conjunta gerada, levantou um pouco do véu sobre a utilização que os jovens fazem das novas tecnologias fora do contexto formal de aprendizagem.
Essa utilização, eminentemente social, parece ser reveladora do processo de construçao de uma "nova" identidade pessoal e social.
As mensagens, as imagens, as músicas as redes de amizade e de interesses que se estabelecem são "ricas" e o seu conhecimento não deve ser negligenciado se, de algum modo, queremos como pais e professores entender e fazer parte desse processo.
Já sabemos que nesses espaços se produzem aprendizagens, ditas não formais, mas teremos que de alguma forma as trazer para os espaços formais e tal só será possivel se primeiro entendermos o seu funcionamento.
Foi este o desafio lançado nesta actividade e a que todos os grupos souberam responder.
Quanto à escolha dos comentários resulta da minha forma de entender a discussão em fórum, isto é, o levantar de questões e a procura de respostas.

Comentário_3.2

Olá Rui:

Antes de mais obrigada em nome de todo o grupo pelas tuas simpáticas palavras.
Confesso que o que me tem deixado confusa é a experiência que tenho vivenciado neste percurso de mestrado. Sei hoje que é possível estabelecer laços de partilha, solidariedade, amizade (?!) entre pessoas que formam uma comunidade virtual (e olha que eu era muito céptica quanto a isso) onde decorre um processo de ensino/aprendizagem, que entendo como assente numa "base" eminentemente colaborativa. Para podermos pertencer a esta comunidade, embora com percursos pessoais, profissionais e seguramente sociais diferentes partilhamos, pelo menos, o interesse comum pela comunicação educacional multimédia e todos bebemos, mais ou menos, da mesma cultura popular enquanto adolescentes/jovens.
Posto isto, como professora do ensino básico-secundário, como posso eu criar este “espaço” de partilha com os meus alunos não sendo eles adultos, não estando eles distribuídos por áreas de interesse comum e sendo eu uma imigrante do seu mundo digital. Talvez parte da resposta esteja em perceber como funcionam os espaços de aprendizagem que se desenvolvem sem a supervisão/mediação dos adultos e de que forma é que eles contribuem para a formação da identidade dos adolescentes que neles se envolvem. Foi isto que me agradou no texto que esteve na base da síntese por nós elaborada.
Filomena

Mª Filomena Grazina - Quinta, 7 Maio 2009, 12:43

Comentário_3.1

Viva

Quero começar por dizer que estou completamente de acordo com a Filomena e a Paula.
Depois dar os parabéns pelo excelente trabalho do grupo.

Sobre aquilo que li gostaria de realçar, logo no início, a ideia absolutamente fantástica mas deliciosamente perigosa do bébé-tecno com chip ou sem ele...
Efectivamente, a identidade social dos jovens que estamos a criar e que serão os futuros pais (veremos se conseguirão fazer os filhos tecno-virtualmente ou se há matérias em que nada se alterará...), pode levar-nos a pensar nesta possibilidade mais seriamente do que, inicialmente, julgaríamos ir fazer.
A identificação dos jovens com as tecnologias é de tal forma vincada que, em todos os sentidos comunicacionais, os jovens nem se apercebem como elas passaram a ser extensões deles próprios, como é referido no trabalho do grupo. É pertença, comunhão de saberes, não de sabores por enquanto, partilha, colaborativismo, colectivismo. Os pares acabam por se unir em torno da causa, uma causa própria, bem determinada, uma causa tecnológica.
Salienta-se o caso específico dos telemóveis, hoje em dia, um acessório como qualquer outro, importante, sem o qual quase se sentem desprotegidos, despidos de qualquer virtude ou conhecimento. Dão a vida pelo aparelho, se perdido recuperá-lo "ou morrer a tentar recuperá-lo" passa a ser um objectivo de vida.
É curiosa a contradição entre refugiarem-se claramente nas tecnologias, nomeadamente, na web, e darem a conhecer, por outro lado, o espaço que habitam, a sua intimidade, divulgando-o nas páginas pessoais, blogues, com imagens ou vídeo de webcam. Percebe-se uma certa ausência de definição, uma busca constante dos outros, embora uma busca pelo isolamento. Partem demasiado fechados em si próprios, sem partilha física e contacto directo, mas a verdade é que é um processo que se vive durante a construção da identidade e que não se mantém por toda a vida. Podemos chamá-la de vida de funil, invertido embora, mas assim é. Começa por muito recato, no seu próprio espaço, aquele que melhor dominam, gostam de o dar a conhecer sem contestação alheia, impossível de efectivar pela distância imposta pela tecnologia. Vão alargando ao longo da vida e a verdade é que, adolescência passada, verificamos que a abertura é cada vez maior e a necessidade de interacção directa, mais física, torna-se um desejo a realizar.
Até podemos saber como os jovens utilizam as tecnologias e verificar os produtos daí resultantes, mas fundamental mesmo será a reflexão "sobre os efeitos das tecnologias na construção de identidades". E questionar se é o que queremos para a sociedade ou se devemos intervir e utilizar o bom senso determinando os limites do razoável. É que se forem ultrapassados demorará muitas gerações a construir uma nova identidade social colectiva.

RF
Rui Fernandes - Quinta, 7 Maio 2009, 06:53

Trabalho do Grupo 1

MDS - Actividade 3 - Grupo 1

Apresentação da Actividade _ Media Digitais e Construção da Identidade Social


MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL


Actividades Sociais e Desenvolvimento da Identidade nos Jovens
Objectivo: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Competências: Analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
O que fazer?
1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (máximo de 4 elementos);
2º) Escolha por cada grupo do texto a trabalhar;
3º) Leitura e elaboração de uma síntese do texto;
4º) Apresentação no Fórum A3 das sínteses efectuadas até ao dia 03 de Maio;
5º) Discussão conjunta das sínteses apresentadas pelos diversos grupos, entre os dias 04 e 13 de Maio.

Recursos de Aprendizagem
Texto 1
Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.
Texto 2
Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.
Texto 3
Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.
Texto 4
Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.
Texto 5
Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.
Texto 6
Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

Reflexão_ Identidade Social na Adolescência

Esta actividade, com o debate que proporcionou, veio contribuir para o meu esclarecimento sobre a forma como hoje são construídas as identidades sociais dos adolescentes. Construção essa que passa, fundamentalmente, pelo espaço virtual onde a maior parte dos adolescentes actualmente se movimenta.
A questão fundamental para mim, como facilmente se depreende das escolhas dos comentários seleccionados, prende-se com a "fuga" proporcionada pelo mundo virtual das dores e dos conflitos interiores que caracterizam essa etapa das nossas vidas. A busca de afirmação, de aceitação e de definição de escolhas que nos vão acompanhar como pessoas.
Neste mundo virtual quais serão as referências culturais, étnicas e sociais que contextualizam este processo de construção de identidade? A esse contexto, em minha opinião, deve juntar-se também o contexto real da escola, da família e de outras entidades sociais que de alguma forma sirvam também de referência nesse processo doloroso que é o da construção de um "eu" real.

Comentário_2.2

Olá Paula

Se a construção da identidade, segundo Erickson, apesar de ter de ser feita interiormente pelo próprio indivíduo, necessita do contributo das pessoas significativas com que o adolescente convive. Funcionando estas como um referencial, isto é, como modelo de identificação e, por outro lado, como um espelho que lhe devolve a imagem que a sociedade tem a seu respeito.
Como podem pessoas anónimas e virtuais a ocupar esse espaço?
Embora a nossa realidade não seja a dos "nativos" de Prensky...

*** Filomena

Comentário_2.1

Olá a todos:
Da análise cruzada dos textos, das vossas reflexões e da minha experiência como professora e mãe foram-me surgindo algumas questões...
Será que se pode falar em construção de identidade sem a “dor”, mas também sem a recompensa, do confronto com os pares e com aqueles que para os adolescentes representam a autoridade (pais, professores, …)? Sem as “dores” do acne? Sem as emoções das paixões não correspondidas e sem a alegria da “conquista” de um sorriso?
As tecnologias não estarão a transformar a construção da identidade dos adolescentes num processo asséptico e indolor, permitindo-lhes o conforto do anonimato, a possibilidade de criar identidades virtuais, pouco ou nada relacionadas com a realidade. Será essa construção real ???

Na construção da identidade, para além da parte psicológica, inerente a cada um de nós, não devemos esquecer o papel desempenhado pelos factores sociais, familiares e étnico-culturais, pouco significativos no mundo virtual. Talvez esses factores já estejam a perder a sua importância no mundo global onde as pessoas tendem a ser cada vez mais “homogéneas” e onde as diferenças dos papéis sociais dos sexos se esbatem. No que isso acarreta de melhor e de pior.
[] Filomena

Apresentação da Actividade _ Identidade Social na Adolescência



IDENTIDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA


Discussão do Processo de Construção da Identidade na Adolescência
Objectivo: Identificar as características e discutir o processo de construção de identidade na adolescência.
Competências: Analisar o processo de construção da identidade durante o período da adolescência.
O que fazer?
1º) Leitura individual e elaboração de uma síntese dos textos disponibilizados, até ao dia 05 de Abril;
2º) Discussão dos textos trabalhados no Fórum 2, moderado pelo Professor, entre os dias 06 e 17 de Abril.

Recursos de Aprendizagem:

Huffaker, D.; Calvert, S. (2008). Gender, Identity and Language Use in Teenage Blogs. In Journal of Computater-Mediated Comunication, 10 (2), article 1.
Schmitt, K.; Dayanim, S.; & Matthias, S. (2008). Personal Homepage Construction as an Expression of Social Development. In Development Psychology, 44 (2), 496-506.

Recurso Complementar

Reflexão_Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais

Antes de iniciar esta reflexão achei que nada melhor que este filme para caracterizar um nativo digital de Prensky, bem como, para sistematizar as interrogações levantadas no fórum de debate dos trabalhos de Grupo.
Relativamente a esta actividade, eu como professora e mãe, vejo com alguma preocupação aquilo que se espera da Escola como instituição e dos pais como educadores e formadores para responder a esta nova realidade. Por um lado, as escolas e os professores perderam hegemonia de meio veiculador e transmissor de conhecimento e os pais, cada vez estão mais afastados desta meio onde se movimentam os seus filhos. Porém, como optimista que sou, acho que a Escola vai ser capaz de:
- Reconhecer as necessidades específicas destes estudantes;
- Integrar na aprendizagem as ferramentas tecnológicas que eles utilizam no seu dia a dia;
- Redesenhar novos ambientes de aprendizagem.
Aliás, veja-se que grande parte dos alunos deste mestrado são professores o que alguma coisa quer dizer...eu, pelo menos, vim procurar novas perspectivas e abrir horizontes que me ajudem a melhorar o meu desempenho profissional e com isso contribuir para a melhoria das aprendizagens dos meus alunos "digitais".
Quanto aos pais, não devem demitir-se da sua função de acompanhamento e de transmissão de valores éticos e de conduta moral, fundamentais na formação de qualquer jovem inserido em qualquer sociedade.
Quanto à escolha dos comentários do fórum, justifico-a por ambas reflectirem essas duas realidades, embora abordadas de distinta forma.

Comentário_1.2

Depois de ter lido atentamente os post dos colegas, venho contribuir uma vez mais para esta discussão.
Muitas questões foram abordadas, tais como a do conflito geracional, a das diferenças fisiológicas entre o cérebro de um estudante digital e o do imigrante digital, diferentes meios culturais e tecnológicos, entre outros.
Todos estes conceitos vão seguindo a ideia de que há diferenças entre estudante e imigrante digitais, mas que é possível haver comunicação, sendo este o factor crucial no processo de ensino-aprendizagem. E, neste sentido, a citação: “a forma como comunicamos é mais influente do que o que dizemos” (Marshall Mcluhan in Harkin, J.,“ Cyburbia: The Dangerous Idea That's Changing How We Live and Who We are ”, referência que encontrei, por acaso, na revista Sábado ), vai simplificar a primeira questão colocada. Ou seja, como já foi imensamente referido neste fórum, não podemos desvirtuar o papel da escola e o papel do professor/ formador de acordo com as preferências e interesses dos estudantes (digitais ou não). A escola deveria proporcionar ao estudante meios que promovessem diferentes actividades em diferentes vertentes: tecnológica, social, cultural.
Num estudo realizado no Brasil, (Dwyer, Tom et al., 2007, Desvendando Mitos: Os Computadores e o Desempenho no Sistema Escolar,
http://www.scielo.br/pdf/es/v28n101/a0328101.pdf), os resultados obtidos demonstraram que os alunos referenciados, aquando do uso intensivo do computador, diminuíram o seu desempenho escolar (Português e Matemática), sendo mais notório nos alunos das classes sociais mais pobres. É referido que os alunos que passam mais tempo ao computador acabam por dominar as ferramentas de processamento de texto e as folhas de cálculo, não conseguindo fazer uso dessas mesmas competências (escrita e de cálculo), sem o recurso a essas ferramentas, daí os resultados verificados.
Este estudo poderá indiciar que dominar as tecnologias, ter acesso à informação pode não ser suficiente para que o estudante digital consiga ser mais bem sucedido no futuro do que o imigrante digital, indo agora de encontro à segunda questão colocada, ou misturando um pouco as duas… Há que saber utilizar a informação disponível, uma vez que hoje em dia, não é somente a escola ou na escola que se adquire informação, como acontecia antigamente. O papel do professor/formador é fundamental na medida em que deve aproveitar o acesso à informação para gerar conhecimento. Como referenciou o colega João Carrega: a educação para a utilização das TIC precisa ser planeada desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes”. Ruivo (2008)
Anexo a conclusão de um artigo muito interessante sobre o papel do professor, nesta idade digital ou idade media:
“O que se delineia para nós, professores, neste tempo de acesso irrestrito a informação, tempo em que somos bombardeados com um volume inédito de informações tanto úteis como inúteis, tanto verdadeiras como falsas, é uma nova forma de ser e de atuar profissionalmente. Não somos mais quem traz informação para nossos estudantes, os meios de informação fazem isso de forma muito mais ágil e completa. Mas nem sempre a informação é correta ou, mesmo quando correta nos chega de forma que nos seja útil.
Nosso novo papel é o de junto com nossos alunos aprender a analisar essas informações, selecionar as que podem ser úteis ao nosso trabalho e produzir conhecimento localmente. É o de aprender a transformar informação em conhecimento.
Deixamos de ser provedores de informação para sermos produtores de conhecimento. Cá para nós, dá mais trabalho, mas é muito mais divertido. Este era o convite que fazia junto com a provocação inicial: entre nessa rede e venha divertir-se conosco. E não deixe de trazer seus colegas e seus alunos junto.”
Tornaghi , Alberto,
“O que pode você, professor”, (2008), Salto para o Futuro, Educação digital e tecnologias da informação e comunicação, 16-24

por Ana Margarida Sousa - Quarta, 25 Março 2009, 23:49

16.7.09

Comentário_1.1

A meu ver todos os trabalhos tem o “dedinho” de professores, isto é, todos procuraram que mensagem transmitida fosse clara, respeitadora da perspectiva do autor e apelativa em termos gráficos. O resultado obtido penso que foi óptimo e, se todos aprenderam tanto como eu a trabalhar em conjunto em torno de um objectivo comum, então valeu mesmo a pena.

Respondendo às questões:
- Sendo a nova forma de aprender do estudante digital centrada nos "seus critérios e apenas sobre os seus interesses”que implicações terá esta característica na educação dos mesmos?

Concordando com o que a maior parte de vós já expos relativamente ao papel do professor, não posso deixar de referir que o ensino, directamente relacionado com a instituição escola, sempre se deparou com o problema de ser construído e regido por uma geração e destinado à geração seguinte. Se tivéssemos à nossa disposição uma máquina do tempo há 50 anos atrás talvez encontrássemos diferenças tão significativas e aparentemente tão irreconciliáveis entre professores e alunos, relativamente a valores e expectativas de vida, como as de hoje. Assim sendo, penso que é sempre possível a convivência entre os dois “mundos” desde de que, naturalmente, se façam “cedências” parte a parte. No caso Nativos “versus” imigrantes digitais os primeiros terão que prescindir da postura de que só faço o que me interessa e os segundos terão que procurar encontrar e utilizar as ferramentas facilitadoras das aprendizagens dos nativos.
No entanto, reconheço que provavelmente este problema é mais gritante actualmente porque a evolução é muito mais rápida e os seus efeitos não se fazem sentir no período de uma geração mas, se calhar, em apenas 10 ou 15 anos. Talvez por isso, hoje mais do que nunca, é confrangedor para qualquer professor o aparente desinteresse que a geração dos nativos tem para com a escola. Claro que os professores tentam “chegar” aos seus alunos mas será isso o suficiente? Não terá que se repensar a organização curricular existente, (talvez permitindo a existência de percursos diferentes)? Não será de repensar a organização por níveis em vez da tradicional turma?

- "Estará o novo estudante digital mais preparado para o futuro do que o imigrante digital?"
Do meu ponto de vista, claro que estará! Embora sendo uma imigrante não partilho da opinião de que no meu tempo é que era bom, como normalmente se ouve dizer. Assim como os que fizeram a tal 4ª classe em que se aprendia tudo hoje são incapazes de interpretar um gráfico, preencher um formulário, e engrossam as filas da Caixa Geral de Depósitos por não saberem usar as máquinas Multibanco, também os que não acompanharem o “progresso” serão excluídos do futuro, que se perfila digital.
As minha dúvidas e preocupações prendem-se com a capacidade de estabelecer e manter relações interpessoais e no respeito pelo trabalho dos outros, manifestado pela facilidade com que plagiam trabalhos e “piratiam” músicas, filmes, …

[] Filomena Grazina

por Mª Filomena Grazina - Quarta, 25 Março 2009, 01:55

Trabalho do Grupo Amarelo


Apresentação da Actividade _ Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais

Perfil do Estudante Digital

Objectivo: Identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.
Competências: Definir o perfil do estudante digital.
O que fazer?
1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (4 grupos com 4 elementos; 1 grupo com 5);
2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;
3º) Elaboração do perfil do estudante digital, num documento de Powerpoint;
4º) Apresentação do trabalho no Fórum 1 até ao dia 18 de Março;
5º) Discussão no Fórum dos trabalhos apresentados entre os dias 19 e 25 de Março.
Recursos de Aprendizagem:
Bom trabalho!
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Media Digitais e Socialização

Este blog pretende reflectir o que foi o meu percurso na UC de Médias Digitais e Socialização (UAbMCEM 2009) , da responsabilidade das Docentes Lúcia Amante e Maria João Silva.
Uma etapa da grande aventura MCEM

Acerca de mim

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Trabalha na Escola de Aranguez (Professora do Grupo 520)Estudou Comunicação Educacional e Multimédia na Universidade Aberta(MCEM2009).

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