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17.7.09

Reflexão_ Media Digitais e Construção da Identidade Social

Esta actividade revestiu-se de grande interesse pois, primeiro com o trabalho desenvolvido ao nível do grupo e depois da discussão conjunta gerada, levantou um pouco do véu sobre a utilização que os jovens fazem das novas tecnologias fora do contexto formal de aprendizagem.
Essa utilização, eminentemente social, parece ser reveladora do processo de construçao de uma "nova" identidade pessoal e social.
As mensagens, as imagens, as músicas as redes de amizade e de interesses que se estabelecem são "ricas" e o seu conhecimento não deve ser negligenciado se, de algum modo, queremos como pais e professores entender e fazer parte desse processo.
Já sabemos que nesses espaços se produzem aprendizagens, ditas não formais, mas teremos que de alguma forma as trazer para os espaços formais e tal só será possivel se primeiro entendermos o seu funcionamento.
Foi este o desafio lançado nesta actividade e a que todos os grupos souberam responder.
Quanto à escolha dos comentários resulta da minha forma de entender a discussão em fórum, isto é, o levantar de questões e a procura de respostas.

Comentário_3.2

Olá Rui:

Antes de mais obrigada em nome de todo o grupo pelas tuas simpáticas palavras.
Confesso que o que me tem deixado confusa é a experiência que tenho vivenciado neste percurso de mestrado. Sei hoje que é possível estabelecer laços de partilha, solidariedade, amizade (?!) entre pessoas que formam uma comunidade virtual (e olha que eu era muito céptica quanto a isso) onde decorre um processo de ensino/aprendizagem, que entendo como assente numa "base" eminentemente colaborativa. Para podermos pertencer a esta comunidade, embora com percursos pessoais, profissionais e seguramente sociais diferentes partilhamos, pelo menos, o interesse comum pela comunicação educacional multimédia e todos bebemos, mais ou menos, da mesma cultura popular enquanto adolescentes/jovens.
Posto isto, como professora do ensino básico-secundário, como posso eu criar este “espaço” de partilha com os meus alunos não sendo eles adultos, não estando eles distribuídos por áreas de interesse comum e sendo eu uma imigrante do seu mundo digital. Talvez parte da resposta esteja em perceber como funcionam os espaços de aprendizagem que se desenvolvem sem a supervisão/mediação dos adultos e de que forma é que eles contribuem para a formação da identidade dos adolescentes que neles se envolvem. Foi isto que me agradou no texto que esteve na base da síntese por nós elaborada.
Filomena

Mª Filomena Grazina - Quinta, 7 Maio 2009, 12:43

Comentário_3.1

Viva

Quero começar por dizer que estou completamente de acordo com a Filomena e a Paula.
Depois dar os parabéns pelo excelente trabalho do grupo.

Sobre aquilo que li gostaria de realçar, logo no início, a ideia absolutamente fantástica mas deliciosamente perigosa do bébé-tecno com chip ou sem ele...
Efectivamente, a identidade social dos jovens que estamos a criar e que serão os futuros pais (veremos se conseguirão fazer os filhos tecno-virtualmente ou se há matérias em que nada se alterará...), pode levar-nos a pensar nesta possibilidade mais seriamente do que, inicialmente, julgaríamos ir fazer.
A identificação dos jovens com as tecnologias é de tal forma vincada que, em todos os sentidos comunicacionais, os jovens nem se apercebem como elas passaram a ser extensões deles próprios, como é referido no trabalho do grupo. É pertença, comunhão de saberes, não de sabores por enquanto, partilha, colaborativismo, colectivismo. Os pares acabam por se unir em torno da causa, uma causa própria, bem determinada, uma causa tecnológica.
Salienta-se o caso específico dos telemóveis, hoje em dia, um acessório como qualquer outro, importante, sem o qual quase se sentem desprotegidos, despidos de qualquer virtude ou conhecimento. Dão a vida pelo aparelho, se perdido recuperá-lo "ou morrer a tentar recuperá-lo" passa a ser um objectivo de vida.
É curiosa a contradição entre refugiarem-se claramente nas tecnologias, nomeadamente, na web, e darem a conhecer, por outro lado, o espaço que habitam, a sua intimidade, divulgando-o nas páginas pessoais, blogues, com imagens ou vídeo de webcam. Percebe-se uma certa ausência de definição, uma busca constante dos outros, embora uma busca pelo isolamento. Partem demasiado fechados em si próprios, sem partilha física e contacto directo, mas a verdade é que é um processo que se vive durante a construção da identidade e que não se mantém por toda a vida. Podemos chamá-la de vida de funil, invertido embora, mas assim é. Começa por muito recato, no seu próprio espaço, aquele que melhor dominam, gostam de o dar a conhecer sem contestação alheia, impossível de efectivar pela distância imposta pela tecnologia. Vão alargando ao longo da vida e a verdade é que, adolescência passada, verificamos que a abertura é cada vez maior e a necessidade de interacção directa, mais física, torna-se um desejo a realizar.
Até podemos saber como os jovens utilizam as tecnologias e verificar os produtos daí resultantes, mas fundamental mesmo será a reflexão "sobre os efeitos das tecnologias na construção de identidades". E questionar se é o que queremos para a sociedade ou se devemos intervir e utilizar o bom senso determinando os limites do razoável. É que se forem ultrapassados demorará muitas gerações a construir uma nova identidade social colectiva.

RF
Rui Fernandes - Quinta, 7 Maio 2009, 06:53

Trabalho do Grupo 1

MDS - Actividade 3 - Grupo 1

Apresentação da Actividade _ Media Digitais e Construção da Identidade Social


MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL


Actividades Sociais e Desenvolvimento da Identidade nos Jovens
Objectivo: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Competências: Analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
O que fazer?
1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (máximo de 4 elementos);
2º) Escolha por cada grupo do texto a trabalhar;
3º) Leitura e elaboração de uma síntese do texto;
4º) Apresentação no Fórum A3 das sínteses efectuadas até ao dia 03 de Maio;
5º) Discussão conjunta das sínteses apresentadas pelos diversos grupos, entre os dias 04 e 13 de Maio.

Recursos de Aprendizagem
Texto 1
Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.
Texto 2
Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.
Texto 3
Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.
Texto 4
Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.
Texto 5
Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.
Texto 6
Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

Media Digitais e Socialização

Este blog pretende reflectir o que foi o meu percurso na UC de Médias Digitais e Socialização (UAbMCEM 2009) , da responsabilidade das Docentes Lúcia Amante e Maria João Silva.
Uma etapa da grande aventura MCEM

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Trabalha na Escola de Aranguez (Professora do Grupo 520)Estudou Comunicação Educacional e Multimédia na Universidade Aberta(MCEM2009).

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