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17.7.09

Reflexão_Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais

Antes de iniciar esta reflexão achei que nada melhor que este filme para caracterizar um nativo digital de Prensky, bem como, para sistematizar as interrogações levantadas no fórum de debate dos trabalhos de Grupo.
Relativamente a esta actividade, eu como professora e mãe, vejo com alguma preocupação aquilo que se espera da Escola como instituição e dos pais como educadores e formadores para responder a esta nova realidade. Por um lado, as escolas e os professores perderam hegemonia de meio veiculador e transmissor de conhecimento e os pais, cada vez estão mais afastados desta meio onde se movimentam os seus filhos. Porém, como optimista que sou, acho que a Escola vai ser capaz de:
- Reconhecer as necessidades específicas destes estudantes;
- Integrar na aprendizagem as ferramentas tecnológicas que eles utilizam no seu dia a dia;
- Redesenhar novos ambientes de aprendizagem.
Aliás, veja-se que grande parte dos alunos deste mestrado são professores o que alguma coisa quer dizer...eu, pelo menos, vim procurar novas perspectivas e abrir horizontes que me ajudem a melhorar o meu desempenho profissional e com isso contribuir para a melhoria das aprendizagens dos meus alunos "digitais".
Quanto aos pais, não devem demitir-se da sua função de acompanhamento e de transmissão de valores éticos e de conduta moral, fundamentais na formação de qualquer jovem inserido em qualquer sociedade.
Quanto à escolha dos comentários do fórum, justifico-a por ambas reflectirem essas duas realidades, embora abordadas de distinta forma.

Comentário_1.2

Depois de ter lido atentamente os post dos colegas, venho contribuir uma vez mais para esta discussão.
Muitas questões foram abordadas, tais como a do conflito geracional, a das diferenças fisiológicas entre o cérebro de um estudante digital e o do imigrante digital, diferentes meios culturais e tecnológicos, entre outros.
Todos estes conceitos vão seguindo a ideia de que há diferenças entre estudante e imigrante digitais, mas que é possível haver comunicação, sendo este o factor crucial no processo de ensino-aprendizagem. E, neste sentido, a citação: “a forma como comunicamos é mais influente do que o que dizemos” (Marshall Mcluhan in Harkin, J.,“ Cyburbia: The Dangerous Idea That's Changing How We Live and Who We are ”, referência que encontrei, por acaso, na revista Sábado ), vai simplificar a primeira questão colocada. Ou seja, como já foi imensamente referido neste fórum, não podemos desvirtuar o papel da escola e o papel do professor/ formador de acordo com as preferências e interesses dos estudantes (digitais ou não). A escola deveria proporcionar ao estudante meios que promovessem diferentes actividades em diferentes vertentes: tecnológica, social, cultural.
Num estudo realizado no Brasil, (Dwyer, Tom et al., 2007, Desvendando Mitos: Os Computadores e o Desempenho no Sistema Escolar,
http://www.scielo.br/pdf/es/v28n101/a0328101.pdf), os resultados obtidos demonstraram que os alunos referenciados, aquando do uso intensivo do computador, diminuíram o seu desempenho escolar (Português e Matemática), sendo mais notório nos alunos das classes sociais mais pobres. É referido que os alunos que passam mais tempo ao computador acabam por dominar as ferramentas de processamento de texto e as folhas de cálculo, não conseguindo fazer uso dessas mesmas competências (escrita e de cálculo), sem o recurso a essas ferramentas, daí os resultados verificados.
Este estudo poderá indiciar que dominar as tecnologias, ter acesso à informação pode não ser suficiente para que o estudante digital consiga ser mais bem sucedido no futuro do que o imigrante digital, indo agora de encontro à segunda questão colocada, ou misturando um pouco as duas… Há que saber utilizar a informação disponível, uma vez que hoje em dia, não é somente a escola ou na escola que se adquire informação, como acontecia antigamente. O papel do professor/formador é fundamental na medida em que deve aproveitar o acesso à informação para gerar conhecimento. Como referenciou o colega João Carrega: a educação para a utilização das TIC precisa ser planeada desde o jardim-de-infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coacções, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes”. Ruivo (2008)
Anexo a conclusão de um artigo muito interessante sobre o papel do professor, nesta idade digital ou idade media:
“O que se delineia para nós, professores, neste tempo de acesso irrestrito a informação, tempo em que somos bombardeados com um volume inédito de informações tanto úteis como inúteis, tanto verdadeiras como falsas, é uma nova forma de ser e de atuar profissionalmente. Não somos mais quem traz informação para nossos estudantes, os meios de informação fazem isso de forma muito mais ágil e completa. Mas nem sempre a informação é correta ou, mesmo quando correta nos chega de forma que nos seja útil.
Nosso novo papel é o de junto com nossos alunos aprender a analisar essas informações, selecionar as que podem ser úteis ao nosso trabalho e produzir conhecimento localmente. É o de aprender a transformar informação em conhecimento.
Deixamos de ser provedores de informação para sermos produtores de conhecimento. Cá para nós, dá mais trabalho, mas é muito mais divertido. Este era o convite que fazia junto com a provocação inicial: entre nessa rede e venha divertir-se conosco. E não deixe de trazer seus colegas e seus alunos junto.”
Tornaghi , Alberto,
“O que pode você, professor”, (2008), Salto para o Futuro, Educação digital e tecnologias da informação e comunicação, 16-24

por Ana Margarida Sousa - Quarta, 25 Março 2009, 23:49

16.7.09

Comentário_1.1

A meu ver todos os trabalhos tem o “dedinho” de professores, isto é, todos procuraram que mensagem transmitida fosse clara, respeitadora da perspectiva do autor e apelativa em termos gráficos. O resultado obtido penso que foi óptimo e, se todos aprenderam tanto como eu a trabalhar em conjunto em torno de um objectivo comum, então valeu mesmo a pena.

Respondendo às questões:
- Sendo a nova forma de aprender do estudante digital centrada nos "seus critérios e apenas sobre os seus interesses”que implicações terá esta característica na educação dos mesmos?

Concordando com o que a maior parte de vós já expos relativamente ao papel do professor, não posso deixar de referir que o ensino, directamente relacionado com a instituição escola, sempre se deparou com o problema de ser construído e regido por uma geração e destinado à geração seguinte. Se tivéssemos à nossa disposição uma máquina do tempo há 50 anos atrás talvez encontrássemos diferenças tão significativas e aparentemente tão irreconciliáveis entre professores e alunos, relativamente a valores e expectativas de vida, como as de hoje. Assim sendo, penso que é sempre possível a convivência entre os dois “mundos” desde de que, naturalmente, se façam “cedências” parte a parte. No caso Nativos “versus” imigrantes digitais os primeiros terão que prescindir da postura de que só faço o que me interessa e os segundos terão que procurar encontrar e utilizar as ferramentas facilitadoras das aprendizagens dos nativos.
No entanto, reconheço que provavelmente este problema é mais gritante actualmente porque a evolução é muito mais rápida e os seus efeitos não se fazem sentir no período de uma geração mas, se calhar, em apenas 10 ou 15 anos. Talvez por isso, hoje mais do que nunca, é confrangedor para qualquer professor o aparente desinteresse que a geração dos nativos tem para com a escola. Claro que os professores tentam “chegar” aos seus alunos mas será isso o suficiente? Não terá que se repensar a organização curricular existente, (talvez permitindo a existência de percursos diferentes)? Não será de repensar a organização por níveis em vez da tradicional turma?

- "Estará o novo estudante digital mais preparado para o futuro do que o imigrante digital?"
Do meu ponto de vista, claro que estará! Embora sendo uma imigrante não partilho da opinião de que no meu tempo é que era bom, como normalmente se ouve dizer. Assim como os que fizeram a tal 4ª classe em que se aprendia tudo hoje são incapazes de interpretar um gráfico, preencher um formulário, e engrossam as filas da Caixa Geral de Depósitos por não saberem usar as máquinas Multibanco, também os que não acompanharem o “progresso” serão excluídos do futuro, que se perfila digital.
As minha dúvidas e preocupações prendem-se com a capacidade de estabelecer e manter relações interpessoais e no respeito pelo trabalho dos outros, manifestado pela facilidade com que plagiam trabalhos e “piratiam” músicas, filmes, …

[] Filomena Grazina

por Mª Filomena Grazina - Quarta, 25 Março 2009, 01:55

Trabalho do Grupo Amarelo


Apresentação da Actividade _ Nativos Digitais vs Imigrantes Digitais

Perfil do Estudante Digital

Objectivo: Identificar e discutir as características atribuídas ao estudante digital.
Competências: Definir o perfil do estudante digital.
O que fazer?
1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (4 grupos com 4 elementos; 1 grupo com 5);
2º) Leitura e análise dos textos disponibilizados;
3º) Elaboração do perfil do estudante digital, num documento de Powerpoint;
4º) Apresentação do trabalho no Fórum 1 até ao dia 18 de Março;
5º) Discussão no Fórum dos trabalhos apresentados entre os dias 19 e 25 de Março.
Recursos de Aprendizagem:
Bom trabalho!

Media Digitais e Socialização

Este blog pretende reflectir o que foi o meu percurso na UC de Médias Digitais e Socialização (UAbMCEM 2009) , da responsabilidade das Docentes Lúcia Amante e Maria João Silva.
Uma etapa da grande aventura MCEM

Acerca de mim

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Trabalha na Escola de Aranguez (Professora do Grupo 520)Estudou Comunicação Educacional e Multimédia na Universidade Aberta(MCEM2009).

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